De acordo com a nova legislação, poderão ser perdoadas dívidas até 10 milhões de rublos (cerca de 120 mil euros), desde que estejam em fase de cobrança judicial. O benefício aplica-se a quem assinar contrato com o exército a partir de 1 de maio de 2026, com duração mínima de um ano. O diploma prevê ainda a possibilidade de estender o perdão às dívidas do cônjuge.
O Kremlin designa a ofensiva como “operação militar especial” e tem procurado oferecer vantagens sociais e ascensão profissional aos combatentes que regressam da frente de batalha. A economia russa mantém-se em “pé de guerra”, com prioridade absoluta às necessidades militares.
A invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, mergulhou a Europa no pior conflito desde a Segunda Guerra Mundial, provocando milhares de baixas militares e civis, além de milhões de deslocados e refugiados.
Putin exige, entre outras condições para pôr fim à guerra, o reconhecimento da soberania russa sobre cinco regiões ucranianas e garantias de que o país nunca integrará a NATO. Kyiv rejeita estas exigências e insiste na retirada das tropas russas, incluindo da Crimeia, ocupada desde 2014, contando com apoio financeiro e militar dos aliados ocidentais.

Foto: Putin aprova perdão de dívidas para quem combater na Ucrânia — Arquivo CF