De acordo com o Kremlin, Putin depositou flores na vala comum do Cemitério Memorial Piskarevskoye, onde estão sepultadas milhares de vítimas da ofensiva alemã, incluindo o seu irmão. O cerco, que se prolongou por 872 dias entre setembro de 1941 e janeiro de 1944, provocou a morte de mais de meio milhão de pessoas.
Na mesma ocasião, o chefe de Estado russo visitou o complexo histórico-militar Nevsky Pyatachok, na região de Leningrado, onde homenageou os soldados soviéticos que resistiram às forças nazis desde os primeiros dias da ofensiva, impedindo o avanço sobre a cidade.
A cerimónia coincidiu com o 82.º aniversário do fim do cerco, assinalado a 27 de janeiro.
A história familiar de Putin já havia sido evocada em março de 2022 pelo então secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que comparou o sofrimento vivido em Leninegrado com os ataques russos a cidades ucranianas como Mariupol, acusando Moscovo de repetir práticas de cerco e privação contra civis.