Segundo Gonçalves, as medidas implementadas pelo Governo têm contribuído para a estabilização de alguns indicadores macroeconómicos e para a criação de oportunidades no sector privado, mas a população continua a sentir os impactos das desigualdades e da insuficiência de serviços essenciais.
O especialista destacou a necessidade de aprofundar reformas estruturais, reforçar a transparência na gestão pública e promover políticas que estimulem investimentos produtivos, criação de emprego e inclusão social. “O sucesso das reformas depende não apenas da sua implementação técnica, mas também da capacidade de traduzir mudanças económicas em melhorias concretas para a vida das pessoas”, afirmou.
Eurico Gonçalves sublinhou ainda que, embora os progressos sejam visíveis, há desafios significativos relacionados à demografia, ao acesso a serviços básicos e à capacidade do Estado de atender às necessidades imediatas da população, o que exige planeamento estratégico de médio e longo prazo.