O acordo assinala um marco estratégico na política energética do Executivo angolano, ao reforçar os esforços para manter a produção nacional de petróleo acima de um milhão de barris por dia nos próximos anos, consolidando Angola como um dos principais produtores de crude em África.
Durante a cerimónia de assinatura, representantes da ANPG destacaram que o regresso da Shell ao sector reforça a confiança dos investidores internacionais na estabilidade e no potencial do mercado angolano, num momento em que o país aposta na diversificação e modernização da indústria petrolífera.
Os blocos em análise situam-se em águas ultraprofundas da bacia do Namibe, uma das regiões com maior potencial inexplorado, e fazem parte do plano de atracção de investimentos desenhado pela ANPG para revitalizar a exploração e aumentar as reservas provadas de hidrocarbonetos.
A parceria entre a Shell e a ANPG enquadra-se na estratégia nacional de energia, que inclui não apenas a exploração de petróleo e gás, mas também projectos de transição energética e desenvolvimento de biocombustíveis, promovendo um sector mais sustentável e competitivo.
O retorno da companhia britânica-holandesa ao país representa um sinal de confiança na economia angolana e deverá impulsionar a criação de empregos, a transferência de tecnologia e o fortalecimento da cadeia de valor local no sector petrolífero.