A informação corrige um dado anteriormente publicado, por lapso, na edição de sábado, que atribuía os números apenas à província da Huíla.
Segundo Pródigo dos Anjos, o suicídio constitui um “mal silencioso” que precisa ser combatido com prioridade social e institucional.
“Não estamos apenas diante de estatísticas, mas de vidas perdidas, famílias destruídas e comunidades fragilizadas”, afirmou.
Entre as principais causas apontadas estão a depressão, o consumo excessivo de álcool e drogas, os conflitos familiares, as dificuldades financeiras e o isolamento social.
O especialista destacou ainda que a falta de diálogo e de apoio emocional dentro das famílias tem contribuído para o agravamento do problema.
Para mitigar a situação, a Direcção Provincial da Saúde da Huíla, em parceria com instituições de ensino e associações juvenis, tem promovido campanhas de sensibilização e sessões de aconselhamento psicológico, com o objectivo de compreender as causas e agir preventivamente.
“É fundamental criar espaços seguros de escuta e partilha, onde as pessoas se sintam acolhidas e compreendidas”, acrescentou o técnico.