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Surto de cólera: 23 mortes e quase 300 casos em apenas um fim de semana

Redacção Chumbo Fresco - 14 Jul, 2025 151 Visualizações
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Durante o fim de semana, foram registrados 296 novos casos de cólera em apenas 48 horas, segundo o Centro de Processamento de Dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Direção Nacional de Saúde Pública, com um total de 23 óbitos.

A província de Luanda segue como a mais atingida, contabilizando 94 novos casos. De acordo com o Ministério da Saúde, desde o início da epidemia foram reportados 7.410 casos no total, distribuídos por diversas regiões: 3.832 em Luanda, 2.325 no Bengo, 754 no Icolo e Bengo, 144 em Malanje, 119 em Benguela, 102 no Kwanza Norte, 34 no Zaire, 33 no Kwanza Sul, 25 em Cabinda, 18 no Huambo, 15 no Uíge, sete na Huíla, um no Cunene e um no Cubango.

O número de mortes acumuladas desde o início do surto alcançou 282, com 141 em Luanda, 90 no Bengo, 19 no Icolo e Bengo, 18 no Kwanza Norte, seis em Benguela, quatro em Malanje, dois no Kwanza Sul, e um caso em Zaire e Cabinda, respectivamente.
Em 18 de janeiro, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, destacou que o Ministério da Saúde tinha como objetivo conter o surto de cólera antes de março. Esse esforço incluiu ações de mobilização comunitária, promoção da saúde, fornecimento de água potável, eliminação de focos de lixo, tratamento rápido dos casos e aquisição de vacinas para impedir a progressão da doença.

Lutucuta explicou que foi implantada uma estratégia voltada para as comunidades, onde profissionais se deslocam diretamente até os moradores para orientá-los. Essa iniciativa conta com o apoio da Comissão de Moradores, Cruz Vermelha de Angola, ADECOS e da Administração Municipal de Cacuaco.

Vale lembrar que, conforme estudos internacionais em países em desenvolvimento, há uma média de quatro infectados para cada caso confirmado em laboratório. Isso se deve, principalmente, à falta de recursos adequados para testes nas unidades de saúde e à alta incidência de casos assintomáticos, que, mesmo assim, continuam transmitindo o vibrião colérico na comunidade.

A transmissão da cólera ocorre, principalmente, por meio de alimentos e água contaminados ou mal higienizados. Métodos como vacinação e práticas de higiene eficazes são as ferramentas mais importantes para conter a disseminação dessa enfermidade, ainda vista como uma infecção predominante em países menos favorecidos.

Para informações e apoio, estão disponíveis os seguintes contatos: 111, 931061381, 923695482 e 934271674.