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Luanda, 13 de abril de 2026

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Trinta profissionais de enfermagem angolanos iniciam especialização em Portugal e Brasil


IMG Foto: Trinta profissionais de enfermagem angolanos iniciam especialização em Portugal e Brasil — Arquivo CF

Dos bolseiros, 26 são profissionais de enfermagem que seguem para o Brasil, onde irão participar numa formação intensiva em Infecciologia, com duração de três meses, na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), instituição de referência na América Latina. O programa inclui módulos teóricos e práticos, com estágios em unidades hospitalares de referência no controlo de doenças infecciosas.

Paralelamente, quatro profissionais iniciam programas de mestrado em instituições portuguesas e brasileiras, com duração de dois anos. Entre os admitidos destacam-se:

Kumbekembe Etelvina Meneses David Pedro, no Mestrado Profissional em Vigilância e Controlo de Vectores, na FIOCRUZ (Brasil);

Albertina Miguel Pereira da Silva Cardoso, no Mestrado em Saúde e Ambiente, na Universidade de Aveiro (Portugal);

Aldemiro Luciano Capitã Cassivila, no Mestrado em Cuidados de Saúde Primários, na Universidade do Porto (Portugal);

Moisés Lourenço Dembo, no Mestrado em Ciências Biomédicas, no Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa (Portugal).

Com este envio, já são 53 profissionais mobilizados no âmbito do projecto, que integra o Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário (PNDS), o qual identifica as doenças infecciosas como causa de cerca de 50% dos problemas de saúde em Angola.

Na cerimónia de despedida, em Luanda, o coordenador do projecto, Job Monteiro, sublinhou que a formação em infecciologia é essencial para reforçar a resposta nacional a surtos e doenças endémicas.

Por sua vez, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, reafirmou que a capacitação de quadros é prioridade estratégica: “Não há sistema de saúde funcional sem profissionais qualificados. Estas formações fazem parte da nossa visão de longo prazo para garantir respostas eficazes e sustentadas aos desafios da saúde pública em Angola”, afirmou.