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Luanda, 22 de julho de 2026

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Trump ameaça retaliar contra infraestruturas iranianas após ataques no Estreito de Ormuz


IMG Foto: Trump ameaça retaliar contra infraestruturas iranianas após ataques no Estreito de Ormuz — Arquivo CF

Numa mensagem publicada na rede social Truth Social, Trump afirmou que, a partir de agora, por cada ataque iraniano contra um navio no Estreito de Ormuz, seja com mísseis, drones ou qualquer outro tipo de armamento, os Estados Unidos irão bombardear "uma ponte ou uma central eléctrica" em território iraniano, incluindo infraestruturas situadas nas proximidades ou na capital, Teerão.

A declaração surge poucas horas depois de o Irão ter advertido que poderá atingir interesses norte-americanos e dos seus aliados no Médio Oriente caso Washington avance com novos ataques contra instalações nucleares iranianas. O aviso foi emitido pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, comando conjunto das Forças Armadas iranianas, que classificou qualquer ofensiva norte-americana como uma expansão do conflito na região.

Nos últimos dias, Donald Trump já tinha afirmado que os Estados Unidos poderão atacar o complexo subterrâneo conhecido como "Mountain Pickaxe", apontado por Washington como uma instalação ligada ao programa nuclear iraniano. Segundo as autoridades norte-americanas, a localização montanhosa da estrutura torna particularmente difícil a sua destruição através de armamento convencional.
A troca de ameaças ocorre num contexto de intensificação das hostilidades entre Washington e Teerão. Os Estados Unidos prosseguem operações militares contra alvos iranianos, enquanto o Irão tem respondido com ataques de mísseis e drones dirigidos a posições e interesses norte-americanos na região, bem como contra a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.

O agravamento do conflito tem suscitado preocupações internacionais, não apenas pelo risco de uma escalada militar mais ampla no Médio Oriente, mas também pelas potenciais consequências para o comércio marítimo e para os mercados energéticos mundiais. Especialistas em direito internacional têm igualmente alertado que eventuais ataques deliberados contra infraestruturas civis poderão violar as normas do direito internacional humanitário.