De acordo com fontes oficiais israelitas, já tinham recebido cartas semelhantes os líderes da Rússia, Turquia, Argentina e Paraguai — Vladimir Putin, Recep Erdogan, Javier Milei e Santiago Peña — confirmando a intenção de Washington em reunir um colégio de figuras mundiais para mediar disputas e promover estabilidade.
Contudo, nem todos os países acolheram a proposta. Próximos do presidente francês, Emmanuel Macron, revelaram que Paris rejeitou o convite, alegando que a iniciativa ultrapassa o âmbito da crise em Gaza e levanta questões sobre o respeito pela estrutura e princípios da Organização das Nações Unidas (ONU).
A Junta da Paz, já reconhecida pelo Conselho de Segurança da ONU, tem gerado debate na comunidade internacional, com vozes críticas a alertarem para o risco de se tornar uma entidade paralela às Nações Unidas, favorecendo sobretudo os interesses norte-americanos.
Trump pretende assumir a presidência do organismo, cuja comissão executiva incluirá nomes como o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, o enviado especial para Gaza Steve Witkoff, o empresário e genro do presidente Jared Kushner, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o gestor financeiro Marc Rowan, o assessor Roberto Gabriel e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.
Além disso, foram igualmente endereçados convites ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, ao presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi, ao rei da Jordânia Abdallá II, ao chefe do governo canadiano Mark Carney e ao primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, conhecido por ter apoiado publicamente a candidatura de Trump ao Prémio Nobel da Paz.
A China confirmou esta terça-feira ter recebido o convite, mas evitou pronunciar-se sobre uma eventual adesão. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun, limitou-se a declarar que Pequim “recebeu uma proposta da parte americana”, sem adiantar mais detalhes sobre os próximos passos.