O apelo foi feito por Patrice Trovoada, enviado da União Africana para acompanhar a situação política no país. Durante uma visita a Bissau, Trovoada reuniu-se com o Presidente de transição, general Horta Inta-A, para analisar a situação política.
Depois do encontro, o responsável afirmou que o próximo passo deve ser preparar o país para as eleições presidenciais, garantindo que todos os sectores da sociedade possam participar e que o processo seja claro e credível.
A declaração acontece poucos dias depois do referendo realizado a 30 de Agosto, no qual os guineenses aprovaram uma nova Constituição. O novo texto aumenta os poderes do Presidente da República e deverá orientar o funcionamento das instituições do país.
A Guiné-Bissau está sob um regime de transição desde Novembro de 2025, quando os militares tomaram o poder, interrompendo o processo eleitoral que estava em curso.
As autoridades de transição marcaram novas eleições presidenciais e legislativas para 6 de Dezembro de 2026. A União Africana pretende acompanhar o processo para que o país consiga voltar à normalidade política através de eleições consideradas livres, transparentes e participativas.
Via: LUSA

Foto: União Africana pede eleições transparentes na Guiné-Bissau — Arquivo CF