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União Europeia propõe cooperação com Nigéria para conter violência contra minorias religiosas

Benedita Malanda - 06 Nov, 2025 60 Visualizações
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Em conferência de imprensa em Bruxelas, o porta-voz da UE para os Negócios Estrangeiros, Anouar El Anouni, afirmou que a União Europeia tomou nota das declarações da administração norte-americana e reafirmou solidariedade com todas as comunidades afetadas pela violência, incluindo os recentes ataques na faixa central e no nordeste da Nigéria.

El Anouni defendeu que a melhor abordagem para conter a violência é trabalhar diretamente com as autoridades nigerianas, promovendo a consolidação da paz, a proteção das vítimas e a prevenção de deslocamentos forçados, em vez de ações militares externas.

O porta-voz destacou ainda que a UE mantém seu compromisso com a liberdade de religião e crenças, reforçando a proteção das minorias e a coexistência pacífica entre diferentes grupos geográficos, étnicos, políticos e religiosos.

Trump, nos últimos dias, mencionou que os Estados Unidos poderiam realizar intervenção militar terrestre ou ataques aéreos em resposta ao aumento da violência contra cristãos, apontando um “assassinato recorde” do grupo religioso. Segundo a ONG africana Intersociety, mais de 7 mil cristãos foram mortos nos primeiros sete meses de 2025, e entre 2009 e 2023, pelo menos 52 mil cristãos perderam a vida, além de 18.500 sequestros e ataques a igrejas e escolas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Yusuf Tuggar, declarou que a intervenção militar externa é impossível, reforçando que o país cumpre sua constituição, que garante liberdade religiosa e Estado de Direito. Tuggar destacou ainda a complexidade da violência, envolvendo conflitos por terras, sequestros e ações do Boko Haram, grupo jihadista responsável por milhares de mortes e deslocamentos na região nordeste do país desde 2009.

A UE, portanto, defende a cooperação diplomática e política como caminho prioritário, buscando apoiar a Nigéria na redução da violência e proteção das comunidades vulneráveis, sem recorrer à intervenção militar externa.