Entre os nomes mencionados estão Serrote José de Oliveira “General Nila”, Osvaldo Caholo, Rodrigo Catimba, Buka Tanda, os chamados “manos da resistência de Malanje” e outros ativistas que permanecem sob custódia. Os detidos enfrentam acusações que incluem rebelião, apologia ao crime, vandalismo e terrorismo, após participarem em manifestações estudantis e paralisações de taxistas contra o aumento do preço dos combustíveis.
Luís Antunes, coordenador provincial da UNTRA em Luanda, apelou à participação da população, pedindo que os presentes levem velas e se vistam de preto como símbolo de consternação. Sublinhou ainda que a ação foi devidamente comunicada às autoridades locais, incluindo o Governo Provincial e o Comando da Polícia Nacional, esperando uma atuação “republicana” por parte das forças de segurança.
A UNTRA reforça que o ato é pacífico e não se trata de uma manifestação, mas sim de um momento de reflexão e solidariedade. O movimento recorda que Angola preside atualmente à União Africana, cuja missão inclui a promoção da paz e do respeito pelos direitos humanos, valores que, segundo os organizadores, devem ser reafirmados no contexto nacional.
Na semana passada, uma vigília semelhante foi impedida pela polícia no Jardim São Domingos, também em Luanda, com relatos de jovens retirados à força do local, o que gerou preocupação entre os defensores das liberdades fundamentais.
Os organizadores esperam que o ato deste sábado decorra sem incidentes e que contribua para um debate mais amplo sobre justiça, cidadania e direitos humanos em Angola.