A decisão foi anunciada na última sexta-feira, durante a plenária do GAFI, realizada em Paris, e já confirmada pelas autoridades moçambicanas e sul-africanas. O facto marca um importante reconhecimento internacional dos progressos registados por estas economias na implementação de medidas de controlo financeiro e transparência.
Em comunicado, o Governo de Moçambique destacou que a saída do país da lista ocorre três anos após a sua inclusão, em 2022, e resulta do cumprimento integral das 26 acções do plano de reformas recomendadas pela organização.
“Esta decisão reconhece a capacidade das instituições moçambicanas em prevenir e combater o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo”, declarou a ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, sublinhando que o país continuará a reforçar os mecanismos de supervisão e mapeamento de riscos.
A visita técnica do GAFI a Maputo, em Setembro, foi considerada uma etapa decisiva para a validação do progresso registado, antecedendo a decisão formal da plenária.
Além de Moçambique, também a África do Sul e o Burkina Faso foram reconhecidos por melhorias substanciais nos seus sistemas financeiros e legais, demonstrando compromisso com as normas internacionais de transparência e integridade financeira.
A remoção destes três países da lista cinzenta representa um sinal positivo para os mercados africanos, facilitando o acesso a investimentos estrangeiros, parcerias bancárias e crédito internacional, sectores tradicionalmente sensíveis ao nível de conformidade com os padrões do GAFI.