Segundo António Vissimuile, agricultor da povoação de Essolobanda, nos arredores do município do Andulo, já foram colhidas 15 mil caixas de tomate.
O destino desses produtos são os mercados do Soyo, na província do Zaire, e de Luanda, devido à falta de capacidade de conservação no Andulo.
"Tão logo o tomate é colhido, vai diretamente para os mercados informais e grandes centros comerciais, porque não temos industrialização", explicou Vissimuile. Além disso, sua fazenda também produz cinco hectares de pimentão, dez de batata-doce e cinco de batata rena.
Subvenção dos Combustíveis
António Domingos, outro produtor da comuna de Calussinga, afirmou ter colhido mais de 8 mil caixas de tomate. Esses produtos são destinados às províncias de Luanda, Benguela e Malanje.
Ele ressaltou a necessidade de instalar câmaras frigoríficas na comuna para conservar a produção de tomate em grande escala.
Entre as dificuldades, ele destacou os altos custos dos fertilizantes, agravados pela desvalorização da moeda, e o preço dos combustíveis.
"A comuna de Calussinga não tem energia da rede pública e, para garantir o funcionamento das motobombas, tratores e outros meios, gastamos grandes somas de dinheiro", enfatizou.
Por isso, Domingos solicita ao Executivo uma atenção especial aos agricultores, através da disponibilização de mais créditos, para aumentar a produção, assegurar a auto-suficiência alimentar e gerar empregos.

Foto: Escoamento de 800 Toneladas de Tomate pelos Agricultores — Arquivo CF