Acompanhado da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, e de membros do Executivo, o Chefe de Estado descerrrou a placa inaugural e percorreu a nova sala de exposição, que combina imagens históricas, sons, luzes e efeitos visuais para recriar os momentos mais marcantes da luta armada e da construção da paz.
Em enormes painéis digitais, o público pode ler mensagens de homenagem “à memória e à coragem dos que viveram as batalhas de Angola entre 1975 e 2002, aos soldados, civis e aos que tombaram sem nome”.
Durante a visita, o general Francisco Furtado, ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, apresentou os principais destaques da mostra, revivendo passagens da histórica Batalha do Cuito Cuanavale e da “Operação Zebra”, que culminou na retomada de Mavinga, no Cuando Cubango.
Segundo o general, o acervo representa “uma reflexão profunda sobre o conturbado período político vivido durante a Guerra Fria e os caminhos que levaram à consolidação da paz em Angola”. O conteúdo da exposição resulta de um vasto trabalho de investigação e recolha de testemunhos, realizado junto de protagonistas diretos dos combates.
Francisco Furtado revelou ainda que muitos documentos, mapas e registos oficiais se perderam após os conflitos, o que exigiu a reconstrução detalhada dos factos com base em entrevistas e memórias dos intervenientes.
A exposição, destacou o ministro, não apenas preserva a memória histórica das batalhas, mas também convida à reflexão sobre os impactos sociais, políticos e humanos dos longos anos de guerra, valorizando o sacrifício dos que contribuíram para o alcance da paz definitiva, em 4 de Abril de 2002.
Com recursos tecnológicos de última geração, “Caminhos de Fogo, Horizontes de Paz” oferece uma experiência sensorial e educativa, destinada a despertar o orgulho e o sentimento de pertença das gerações presentes e futuras.