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Luanda, 10 de abril de 2026

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Governo reforça estratégias para reduzir riscos de desastres e enfrentar mudanças climáticas


IMG Foto: Governo reforça estratégias para reduzir riscos de desastres e enfrentar mudanças climáticas — Arquivo CF

O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, destacou o empenho do Governo na integração das estratégias de redução de riscos de desastres, gestão ambiental e combate às mudanças climáticas, durante a abertura da Conferência Nacional sobre Integração de Estratégias para a Redução de Riscos e Resposta a Emergências, realizada pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.

O evento, enquadrado nas celebrações do Dia Internacional para a Redução de Riscos de Desastres, foi subordinado ao tema “Financiar a Resiliência, não os Desastres”, e visou fortalecer a capacidade nacional de resposta a emergências e prevenção de catástrofes naturais.

Francisco Furtado sublinhou que o Governo tem adoptado medidas estruturantes para mitigar os impactos das secas, cheias, ventos fortes e incêndios florestais, fenómenos que têm afectado várias regiões do país. Entre as acções em curso, destacou-se a construção do Canal do Cafu e das barragens do Ndue e Calucuve, no Cunene, bem como projectos semelhantes nas províncias da Huíla e Namibe.

O ministro referiu também a actualização do Plano Estratégico de Redução de Riscos de Desastres e do Plano Nacional de Contingência, além da criação de Comités Locais de Gestão de Riscos e da realização de formações práticas destinadas a melhorar a resposta rápida em situações de emergência.

Segundo o governante, a história recente mostra que “os desastres aumentam na mesma proporção em que os riscos se constroem”, o que exige uma actuação coordenada entre todos os níveis do sistema nacional de protecção civil.

Como exemplo das fragilidades ainda existentes, Francisco Furtado citou o acidente ocorrido na Serra da Leba, entre a Huíla e o Namibe, que causou dezenas de mortes e evidenciou a necessidade de reforçar o atendimento pré-hospitalar e a resposta rápida a emergências.

O responsável defendeu ainda o investimento em ciência, tecnologia e inovação, com a integração de dados meteorológicos, hidrológicos e geoespaciais nos sistemas de planeamento territorial, para garantir decisões baseadas em evidências e uma maior capacidade de adaptação às alterações climáticas.

A conferência, de um dia, incluiu painéis sobre o Sistema Integrado de Atendimento Pré-Hospitalar em Acidentes Graves, o papel do transporte aéreo de pacientes e as estratégias de prevenção de incêndios em edificações, reforçando o compromisso de Angola com uma gestão de riscos proactiva e sustentável.