O governante acrescentou que o regresso de mais de 600 mil habitantes deslocados do sul do Líbano será impedido até que estejam reunidas condições de segurança. Katz afirmou ainda que todas as casas nas aldeias próximas da fronteira serão demolidas, seguindo o modelo aplicado em Rafah e Beit Hanoun, na Faixa de Gaza.
Estas declarações surgem num contexto de guerra regional, desencadeada após o ataque do Hezbollah contra Israel, em 2 de março, em retaliação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Desde então, os bombardeamentos israelitas sobre o Líbano já provocaram mais de 1.200 mortos e 3.600 feridos, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. O exército israelita afirma ter eliminado 850 combatentes no país.
As posições cada vez mais beligerantes de Telavive têm gerado forte preocupação internacional. A Human Rights Watch (HRW) enviou uma carta ao ministro israelita, alertando para o risco de violação do direito internacional humanitário. A organização denunciou que impedir o regresso de civis deslocados pode configurar deslocação forçada, prática proibida pelas leis da guerra e passível de ser considerada crime de guerra.

Foto: Israel admite intenção de ocupar parte do sul do Líbano após guerra — Arquivo CF