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Nobel de Economia 2025 distingue teóricos da inovação e da “destruição criativa”

Benedita Malanda - 14 Oct, 2025 72 Visualizações
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De acordo com o anúncio da Academia Real de Ciências da Suécia, os três académicos foram reconhecidos pelas suas pesquisas que explicam a relação entre avanço científico, produtividade e renovação económica.
O prémio, no valor de 11 milhões de coroas suecas (cerca de 1,2 milhão de dólares), será entregue em dezembro, durante as cerimónias oficiais do Nobel, em Estocolmo.

O que é a “destruição criativa”

O conceito de destruição criativa descreve o ciclo em que novas inovações substituem métodos antigos, abrindo espaço para novos sectores e formas de produção.
Inspirados nas ideias do economista austríaco Joseph Schumpeter, Aghion e Howitt formularam, em 1992, um modelo que explica o crescimento económico como um processo contínuo de inovação e substituição tecnológica.

Segundo a Academia Sueca, o modelo ajuda a compreender por que sociedades que investem em ciência, educação e empreendedorismo conseguem sustentar o progresso económico de forma duradoura.

Teorias que moldaram o prémio

Philippe Aghion e Peter Howitt desenvolveram um modelo matemático de crescimento endógeno, que descreve como empresas inovadoras crescem enquanto as ultrapassadas desaparecem — criando um ciclo de renovação constante.
Por sua vez, Joel Mokyr dedicou a carreira a demonstrar como o progresso tecnológico transformou a Revolução Industrial e moldou o desenvolvimento económico contemporâneo.

Essas teorias, sublinha o Comité do Nobel, demonstram que o crescimento sustentável depende da concorrência aberta, de instituições fortes e de políticas públicas que incentivem a inovação e a difusão do conhecimento.

Impacto e relevância global

O reconhecimento reforça a importância da inovação como motor central da economia moderna.
Modelos baseados nas ideias de Aghion e Howitt influenciam estratégias industriais e programas de competitividade em governos e instituições internacionais, como a União Europeia, além de orientar políticas de fomento tecnológico em países emergentes.

“Três décadas depois, as ideias de destruição criativa permanecem no centro da compreensão do progresso humano — mostrando que o crescimento nasce da capacidade de aceitar a mudança como motor do futuro”, destacou o Comité do Nobel.