A reunião, realizada na sede da Assembleia Nacional, visou aprofundar o diálogo entre o Estado e as autoridades tradicionais, com destaque para questões ligadas à integração social e valorização cultural das comunidades Luchazi, segundo informou o site do Parlamento.
Durante o encontro, o rei Chivueka VI denunciou o que classificou como uma situação de “exclusão social e cultural” enfrentada pelo seu povo, salientando que, apesar de ser uma comunidade numerosa e presente em várias províncias — Moxico, Bié, Cuando Cubango e Cunene —, os Luchazi têm sido impedidos de expressar livremente as suas tradições.
“Somos angolanos dentro da igualdade de raças e tribos, mas sofremos exclusão social. Somos uma tribo grande e temos sido impedidos de mostrar a nossa cultura e tradições”, afirmou o soberano.
O Reino Luchazi conta com 89 regedorias e uma população estimada em cerca de quatro milhões de pessoas, parte das quais encontra-se dispersa por diversas regiões do país, o que, segundo o rei, dificulta a preservação e o reconhecimento institucional das suas tradições.
Américo Cuononoca garantiu que o Parlamento vai analisar atentamente as preocupações apresentadas e reforçar o diálogo com as autoridades tradicionais, como parte do compromisso da Assembleia Nacional em responder às aspirações do povo angolano.