O evento contou com a presença do embaixador António Luvualu de Carvalho, acompanhado pela Conselheira Diplomática Maria de Lourdes Freitas e pelo responsável do Sector Consular. Participaram igualmente os Chefes de Missão Diplomática de seis países da SADC acreditados na Austrália: África do Sul, Botswana, Ilhas Maurícias, Zâmbia e Zimbabué, além de Angola.
Na sua intervenção, o diplomata angolano recordou que a data foi instituída em 2018, durante a 38.ª Cimeira da SADC, por proposta do Presidente João Lourenço, e que desde 2019 é celebrada em todos os Estados membros. O dia 23 de março evoca a vitória das Forças Armadas Angolanas na Batalha do Cuito Cuanavale (1987-1988), considerada decisiva para a libertação da África Austral.
O embaixador destacou que a derrota do exército sul-africano do regime do Apartheid abriu caminho para a libertação de Nelson Mandela, a independência da Namíbia e a realização das primeiras eleições democráticas na África do Sul. Em homenagem aos combatentes, sublinhou o sacrifício das populações e o apoio internacional recebido, nomeadamente da ex-URSS e de Cuba.
O decano do Corpo Diplomático Africano na Austrália, Joe Tapera Mhishi, em representação do Zimbabué, agradeceu a Angola pela iniciativa e valorizou o legado histórico da batalha.
Devido ao impacto da celebração, a Embaixada de Angola pretende, no próximo ano, realizar o evento numa universidade australiana, com o objetivo de dar a conhecer à comunidade académica e aos estudantes locais a relevância histórica do 23 de março de 1988, data que mudou o curso da história na região.

Foto: Primeira celebração do Dia da Libertação da África Austral na Oceânia — Arquivo CF