Em homenagem ao 50.º aniversário da Independência de Angola, a Embaixada angolana junto da Santa Sé realizou, esta quinta-feira, uma celebração eucarística na Basílica romana de Santa Croce in Gerusalemme. A missa foi presidida por Dom Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados, que destacou, na homilia, o significado histórico e espiritual da efeméride.
Dom Gallagher sublinhou que a celebração não se limitava a recordar o acto da Independência, mas também a honrar aqueles que deram a vida pela libertação do país e os que continuam, com dedicação e serviço desinteressado, a construir uma Angola mais justa. Regressando à visita do Papa Bento XVI a Angola, em 2009, o prelado recordou o apelo do Santo Padre à promoção da paz, da igualdade e do reconhecimento do outro como irmão.
O secretário do Vaticano alertou, igualmente, que muitos angolanos continuam a enfrentar situações de pobreza e injustiça, incentivando à edificação de um futuro mais equitativo, sustentado pela esperança e pelo compromisso com o bem comum. Citando o Papa Leão XIII, afirmou que “o mal não prevalecerá”, entregando o país à protecção de Nossa Senhora da Muxima e de São Martinho de Tours.
A celebração reuniu diplomatas, religiosos, religiosas, membros da diáspora angolana e amigos de Angola, sendo animada por cânticos em línguas nacionais acompanhados por tambores, numa expressão viva da cultura angolana.
Após a missa, decorreu um convívio durante o qual o embaixador Carlos Alberto Fonseca destacou as excelentes relações entre a Santa Sé e Angola. O diplomata recordou ainda a recente condecoração póstuma do Papa Paulo VI pelo Estado angolano, em reconhecimento do apoio à causa da Independência.
O momento final foi marcado pela execução dos hinos do Vaticano e de Angola, entoados com emoção pelos presentes, encerrando uma noite de celebração, memória e reafirmação dos laços históricos entre Angola e a Santa Sé.