A vítima é uma mulher de 46 anos, que, segundo o secretário provincial da Saúde, Ruben Buco, apresentava várias comorbilidades.
Perante a situação, as autoridades sanitárias iniciaram uma campanha de vacinação com meta de alcançar 30 mil pessoas, começando pelos profissionais de saúde e abrangendo posteriormente populações consideradas mais expostas, incluindo residentes de vários bairros do município de Cabinda e zonas fronteiriças.
Para a operação foram mobilizadas 25 equipas, compostas por 174 profissionais de saúde, que deverão trabalhar durante cinco dias.
A preocupação em Cabinda está também relacionada com a proximidade da República Democrática do Congo (RDC), onde a circulação do vírus tem sido significativa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que a Mpox se transmite principalmente através de contacto físico próximo com pessoas infectadas, incluindo contacto com lesões, fluidos corporais ou materiais contaminados.
A Mpox pode provocar febre, dores musculares, cansaço, gânglios aumentados e erupções ou lesões na pele. Os sintomas podem surgir entre um e 21 dias depois da exposição ao vírus.
A OMS declarou, em Agosto de 2024, a propagação da Mpox na RDC e em outros países africanos como emergência de saúde pública de importância internacional, devido à expansão de uma nova variante, a clade Ib.
Entretanto, importa actualizar uma informação: a OMS encerrou essa emergência internacional em 5 de Setembro de 2025. A organização continua, contudo, a acompanhar a circulação do vírus e os surtos registados em diferentes regiões.
Em Angola, a situação em Cabinda ganha particular atenção devido à sua localização fronteiriça e à necessidade de reforçar a vigilância, detectar rapidamente novos casos e acompanhar as pessoas que tiveram contacto com infectados.
As autoridades de saúde recomendam que pessoas com sintomas suspeitos procurem imediatamente uma unidade sanitária, evitando o contacto físico próximo com outras pessoas até receberem orientação médica.

Foto: Cabinda regista primeira morte por Mpox e tem 41 pacientes internados — Arquivo CF