O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun, afirmou que a China está preparada para “aprofundar a colaboração e gerir as divergências”, sublinhando que o objetivo é trazer “maior estabilidade e previsibilidade” a um cenário internacional em constante mudança.
Num editorial publicado pelo Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista Chinês, é destacado que a relação bilateral “não pode regressar ao passado”, mas pode “construir um futuro melhor”. O texto apresenta a cimeira como uma oportunidade para ambos os países atuarem como pilares de estabilidade num mundo turbulento, alertando, contudo, que Taiwan continua a ser uma “linha vermelha” para Pequim.
Trump viaja acompanhado por um grupo restrito de líderes empresariais norte-americanos, entre os quais Elon Musk (Tesla), Tim Cook (Apple), Larry Fink (BlackRock) e Kelly Ortberg (Boeing), além de representantes de empresas como Mastercard, Visa, Goldman Sachs e Meta.
A capital chinesa amanheceu com bandeiras dos dois países hasteadas em locais estratégicos e medidas de segurança reforçadas, sobretudo em torno do Hotel Four Seasons, onde o Presidente norte-americano ficará hospedado.
A cimeira entre Donald Trump e Xi Jinping, marcada para quinta e sexta-feira, deverá centrar-se nas questões comerciais, com Washington a procurar avanços em áreas como a aeronáutica, energia e agricultura. Apesar da trégua tarifária atualmente em vigor, persistem desafios e rivalidades que tornam este encontro particularmente relevante para o futuro das relações sino-americanas.

Foto: China recebe Donald Trump em visita oficial — Arquivo CF