De acordo com o governante, 97% deste valor foi adjudicado a empresas registadas em Angola, o que representa aproximadamente 52,6 mil milhões de dólares. Apenas 3% dos contratos, cerca de 1,8 mil milhões, foram atribuídos a companhias estrangeiras.
Diamantino Azevedo sublinhou que o objetivo é garantir que os investimentos na indústria petrolífera se traduzam em mais emprego, maior transferência de tecnologia e fortalecimento do empresariado nacional. Atualmente, o segmento upstream emprega 42.568 trabalhadores, dos quais 87% são angolanos, com cerca de 5.800 em cargos de direção. Já no downstream, a rede de 931 postos de abastecimento assegura 37.240 empregos, maioritariamente ocupados por jovens entre os 25 e os 45 anos.
O ministro reconheceu, no entanto, que as empresas totalmente detidas por nacionais ainda têm participação limitada, representando apenas 8% das contratações em 2025, embora em crescimento. Apontou como principais desafios a capacitação tecnológica, o acesso ao financiamento e o enquadramento cambial.
Apesar da queda na produção desde 2016, com reduções anuais entre 10% e 15%, o setor mostra sinais de recuperação. Entre 2017 e 2025, foram investidos cerca de 99 mil milhões de dólares, estando previstos mais de 66 mil milhões até 2030. Novas descobertas apontam para recursos superiores a mil milhões de barris de petróleo e cerca de um trilião de pés cúbicos de gás.

Foto: Contratos petrolíferos em Angola somam 51,4 mil milhões de euros — Arquivo CF