Numa mensagem divulgada na rede social X, António Costa afirmou que as informações provenientes da Venezuela são profundamente preocupantes e expressou condolências às famílias das vítimas e apoio às equipas envolvidas nas operações de busca e salvamento.
Segundo o responsável europeu, a União Europeia está disponível para colaborar com os seus parceiros humanitários e acompanhar a Venezuela neste período de grande dificuldade, disponibilizando apoio sempre que necessário.
Entretanto, a posição da UE foi reforçada através de uma declaração conjunta da Alta Representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, do comissário para as Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, e da comissária para a Preparação, Gestão de Crises e Igualdade, Hadja Lahbib.
No comunicado, os responsáveis europeus expressaram solidariedade para com o povo venezuelano e destacaram que os terramotos ocorreram num contexto já marcado por desafios humanitários significativos. A União Europeia informou ainda que mantém contactos com as autoridades locais e parceiros humanitários para avaliar as necessidades mais urgentes da população afectada.
Bruxelas sublinhou igualmente que poderá mobilizar assistência através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, caso seja formalmente solicitado apoio pelas autoridades venezuelanas.
Para apoiar as operações de resposta, foi activado o sistema de observação por satélite Copernicus, que fornecerá imagens e dados de emergência para auxiliar na avaliação dos danos e na coordenação das operações de socorro.
De acordo com dados oficiais provisórios, os dois fortes sismos registados na quarta-feira provocaram pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos. O primeiro abalo, de magnitude 7,2, ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, sendo seguido por um segundo sismo de magnitude 7,5 e por várias réplicas.
A região de La Guaira, localizada a norte da capital venezuelana, está entre as zonas mais afectadas, com dezenas de edifícios destruídos ou gravemente danificados.
Perante a dimensão da tragédia, as autoridades da Venezuela decretaram o estado de emergência e continuam a mobilizar meios para prestar assistência às populações atingidas.

Foto: União Europeia manifesta solidariedade e disponibiliza ajuda à Venezuela após sismos devastadores — Arquivo CF