Entre as ocorrências destacam-se 55 denúncias de agressões físicas e psicológicas, 12 de abuso sexual, 80 de exploração laboral infantil e 140 situações de fuga à paternidade. Foram igualmente reportados casos de falta de prestação de alimentos e de crianças em situação de vulnerabilidade.
Um dos episódios mais chocantes ocorreu na Lunda-Norte, onde uma mulher de 41 anos levou a namorada do filho, ambos com 13 anos, a um posto médico clandestino para realizar um aborto. A suspeita justificou a sua atitude alegando que o filho “não tinha idade para ser pai”. O caso foi encaminhado às autoridades policiais.
No Uíge, uma criança de três anos foi vítima de violação por um homem de 63 anos, aproveitando-se da ausência dos pais. Já em Luanda, no município do Cazenga, uma adolescente de 13 anos foi embriagada e abusada sexualmente por um jovem de 26 anos, que se encontra em fuga.
Face ao aumento de denúncias, o INAC reforça o apelo às populações para que utilizem os canais de denúncia — o número 15015 ou o portal oficial portaldacrianca.gov.ao sempre que tenham conhecimento de situações de violência contra crianças.