Fundada em 13 de março de 1966, na localidade de Muangai, província do Moxico, a UNITA nasceu como movimento de libertação, participou na luta anticolonial, na transição para a independência em 1975, enfrentou décadas de guerra civil até 2002 e hoje se posiciona como principal força da oposição, empenhada na consolidação do Estado democrático e de direito.
Em declarações à Lusa, Costa Júnior reconheceu os desafios de liderar num contexto que considera marcado pela “criminalização” de direitos fundamentais, como a oposição, a crítica e a manifestação. Apesar disso, garantiu que o partido chega aos 60 anos com uma vitalidade notável, sustentada pela maturidade das suas bases, que resistem à intolerância política e às dificuldades sociais.
O líder da UNITA recordou episódios de violência e intolerância no país, com registo de centenas de mortos nos primeiros anos de paz, mas reforçou que o partido está focado na preparação para as eleições de 2027, acreditando que poderá alcançar o poder por via democrática. Sublinhou ainda a importância da transição geracional em curso, com maior participação de mulheres e jovens exigentes na vida interna
da organização.
A celebração dos 60 anos terá como ponto alto a visita à região de Muangai, onde será homenageado o fundador Jonas Savimbi e outros dirigentes históricos. A direção da UNITA pretende edificar uma obra simbólica no local, destinada a jovens e estudantes, como forma de preservar a memória e reforçar o legado da luta pela liberdade.
Costa Júnior concluiu que, apesar das dificuldades de um país que considera “mal governado”, a UNITA mantém-se firme e determinada, honrando o espírito dos seus fundadores e preparando-se para o futuro com ambição e confiança.