Os bombardeamentos ocorreram após o exército israelita ter emitido ordens de evacuação em várias zonas da cidade, incluindo pela primeira vez o bairro cristão. Um dos ataques atingiu de manhã a área onde se encontra a mesquita de Rifai, localizada a menos de 200 metros de um dos sítios arqueológicos mais importantes de Tiro, classificado como património mundial da UNESCO desde 1984.
De acordo com as autoridades libanesas, alguns dos feridos encontram-se em estado grave, admitindo-se que o número de vítimas mortais possa aumentar nas próximas horas.
O porta-voz militar israelita, Avichai Adrai, justificou os ataques com alegadas atividades do Hezbollah no bairro cristão da cidade, alertando os residentes para abandonarem as suas casas e dirigirem-se para o norte do rio Zahrani. “A vossa presença perto de elementos do Hezbollah ou das suas instalações põe em perigo a vossa vida”, afirmou.
Na semana passada, os governos do Líbano e de Israel tinham alcançado um acordo para aplicar um cessar-fogo, que previa a retirada das forças do Hezbollah para norte do rio Litani. Contudo, o grupo xiita apoiado pelo Irão recusou as condições por não incluírem a retirada das tropas israelitas do sul do Líbano.
A recusa levou Israel a manter os bombardeamentos, incluindo um ataque contra Beirute no domingo, que desencadeou uma resposta iraniana com o lançamento de mísseis contra território israelita. O confronto marcou a primeira troca direta de ataques desde o cessar-fogo acordado em abril entre Teerão e Washington.
Apesar de Israel e Irão terem anunciado na segunda-feira a suspensão das ofensivas, as forças israelitas prosseguiram com operações militares no Líbano, intensificando a pressão sobre o Hezbollah e acelerando a invasão do país vizinho.

Foto: Israel intensifica ofensiva no Líbano e provoca nove mortos em Tiro — Arquivo CF