Na vizinha Uganda, a situação mantém-se estável, com apenas dois casos confirmados e uma morte. O anterior balanço apontava para 160 mortos e 671 casos, mas os números têm vindo a aumentar com o reforço da vigilância e dos testes laboratoriais. A violência e a insegurança na província de Ituri, epicentro da epidemia, continuam a dificultar a resposta das equipas médicas.
A OMS destacou o envio de mais profissionais para apoiar as comunidades afetadas e reforçou a coordenação com as autoridades congolesas. A epidemia, declarada a 15 de maio, corresponde a uma nova estirpe do vírus Ébola, sem vacina disponível, cuja taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%.
O Ébola, altamente contagioso, provoca febre hemorrágica grave e já causou mais de 15.000 mortes em África nos últimos 50 anos. Apesar do alerta internacional, os especialistas da OMS consideram baixo o risco global, mantendo-o elevado na RDCongo e na África Subsariana.

Foto: OMS eleva para 177 o número de mortos por Ébola na RDC — Arquivo CF