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Estados terão de pagar 860 milhões para integrar Conselho da Paz de Trump

Helena Matias - 19 Jan, 2026 48 Visualizações
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Apresentado como uma estrutura destinada a promover estabilidade global e garantir uma governação legítima em regiões marcadas por conflitos, o Conselho da Paz foi inicialmente pensado para acompanhar a reconstrução da Faixa de Gaza, mas os estatutos não fazem referência direta ao enclave palestiniano, sugerindo um mandato mais abrangente. O New York Times sublinha que esta omissão alimenta especulações sobre a possibilidade de o organismo se afirmar como alternativa ao Conselho de Segurança da ONU, mas sob liderança norte-americana.

A carta fundadora, com oito páginas, critica instituições internacionais que “falharam demasiadas vezes” e defende a criação de uma organização “mais ágil e eficaz”. Trump, designado como primeiro presidente do Conselho, terá poderes alargados: pode convidar ou excluir Estados-membros, salvo veto de dois terços, e detém escrutínio sobre todas as votações. Os mandatos terão a duração de três anos, renováveis, mas os países que contribuam com mais de mil milhões de dólares ficam dispensados dessa limitação.

O Kremlin confirmou que Vladimir Putin recebeu convite para integrar o órgão, com o porta-voz Dmitri Peskov a afirmar que Moscovo pretende “esclarecer todos os pormenores” da proposta junto de Washington. Pouco depois, Putin convocou uma reunião do Conselho de Segurança da Rússia, sem divulgar a agenda.

Trump já anunciou parte da composição do Conselho, que inclui o senador norte-americano Marco Rubio, o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial Steve Witkoff, o genro Jared Kushner e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. Entre os líderes convidados estão ainda o rei Abdullah II da Jordânia, os presidentes Recep Tayyip Erdogan (Turquia) e Javier Milei (Argentina), bem como os primeiros-ministros Shehbaz Sharif (Paquistão) e Narendra Modi (Índia).

Este organismo insere-se na segunda fase do plano de paz de Trump, que prevê a criação de uma administração tecnocrática em Gaza e o desarmamento do Hamas, grupo que governa o território desde 2007. A Casa Branca adiantou que durante o Fórum de Davos serão revelados mais detalhes sobre os países que irão integrar a Força Internacional de Estabilização para Gaza, contingente da ONU destinado a garantir segurança e desmilitarização do enclave.