De acordo com testemunhos recolhidos pela agência francesa AFP, 15 pessoas foram mortas durante a cerimónia religiosa antes de os atacantes se deslocarem para outra área da aldeia, onde assassinaram mais sete pessoas. A estação de media local Elmaestro TV descreveu o massacre como “um número horrível de mortos: 22 pessoas inocentes covardemente mortas sem motivo ou justificação”.
Embora as autoridades do Níger tenham confirmado a ocorrência do ataque, não avançaram com o número oficial de vítimas. Tillabéri, situada na fronteira com o Mali e o Burkina Faso, é uma das regiões mais afectadas pela violência jihadista no Sahel, registando mais mortes por terrorismo do que qualquer outra parte do mundo.
Na semana passada, a Human Rights Watch denunciou a intensificação de ataques jihadistas no Níger desde Março, com mais de 127 civis mortos, incluindo fiéis muçulmanos, além de casas saqueadas e incendiadas. A organização criticou a falta de resposta das autoridades face aos pedidos de ajuda da população.
O país vive sob liderança militar desde 2023, quando o general Abdourahmane Tchiani derrubou o então Presidente eleito, Mohamed Bazoum. Assim como os vizinhos Mali e Burkina Faso, também governados por militares, o Níger enfrenta dificuldades em conter a insurgência jihadista.
Os três países expulsaram as tropas francesas e norte-americanas que atuavam na região e reforçaram alianças com a Rússia e a Turquia em busca de apoio na área da segurança. Apesar disso, os ataques contra civis continuam a aumentar.

Foto: Homens armados matam 22 pessoas durante baptizado no Níger — Arquivo CF