Numa conferência de imprensa, o embaixador russo junto das Nações Unidas, Vasily Nebenzya, apresentou a agenda mensal do órgão e anunciou dois eventos especiais: no dia 23 de outubro, um debate aberto sobre o Médio Oriente, com foco na crise em Gaza, e no dia 24 de outubro, uma sessão dedicada ao futuro da ONU.
Segundo o diplomata, o objetivo é reafirmar que a organização continua a ser um mecanismo “único, indispensável e adaptável” para enfrentar os desafios globais.
Questionado sobre as críticas do presidente norte-americano, Donald Trump, feitas na Assembleia-Geral da ONU, Nebenzya defendeu a instituição, sublinhando que reflete apenas o “estado miserável” da geopolítica mundial.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, deverá intervir tanto na sessão sobre o futuro da organização como no debate de segunda-feira, subordinado ao tema “Mulheres, Paz e Segurança”.
Ao longo do mês, o Conselho de Segurança analisará ainda dossiês relativos à Colômbia, Iémen, Somália, Síria, Líbia, Saara Ocidental, Líbano, Kosovo, República Centro-Africana, Bósnia-Herzegovina e à cooperação com a União Africana.