A decisão, tornada pública esta terça-feira, 30, atribui ao ex-chefe de Estado, que liderou o país entre 2001 e 2019, responsabilidade por alegada colaboração com o grupo armado M23, uma milícia antigovernamental que tem sido associada a apoio externo proveniente do Ruanda.
Até ao momento, não foram divulgadas informações sobre o paradeiro de Kabila, o que torna remota qualquer possibilidade de detenção imediata pelas autoridades congolesas.
Embora o veredicto possa ser alvo de recurso, este limita-se a aspectos jurídicos, não permitindo a reavaliação dos factos apresentados durante o processo.
Segundo analistas locais, a condenação poderá ter um duplo efeito: por um lado, pretende reforçar a posição do governo face aos movimentos rebeldes activos na região leste do país; por outro, poderá representar uma tentativa de neutralizar uma figura política que, nos últimos tempos, procurava consolidar a oposição.
Fonte: Jornal de Angola