No seu discurso, a diplomata apresentou a visão nacional sobre o tema “A Água como Motor de Oportunidades Internacionais, Inovação e Sustentabilidade”, defendendo que este recurso deve ser encarado como uma ponte de cooperação e como base de soluções partilhadas. Sublinhou ainda que Angola dispõe de um vasto potencial hídrico, com uma extensa costa atlântica e uma rede hidrográfica robusta, essenciais para o crescimento económico e social.
Balbina da Silva destacou que a aposta na água pode funcionar como vetor de cooperação internacional, motor de diversificação económica e catalisador de inovação, além de ser elemento crucial para a estabilidade num cenário global marcado pelas alterações climáticas e pela necessidade de transição energética.
Entre os investimentos já realizados, apontou a modernização dos sistemas de irrigação, o reforço das infraestruturas de abastecimento e saneamento, bem como a implementação de soluções tecnológicas que aumentam a eficiência na gestão dos recursos hídricos. Referiu, como exemplo, a Barragem de Laúca, considerada um marco nacional na produção de energia limpa e renovável.
A embaixadora lembrou que, em várias regiões do mundo, a gestão da água tem sido motivo de tensão, mas defendeu que a cooperação internacional e a gestão partilhada de bacias hidrográficas são caminhos seguros para a paz e para o desenvolvimento sustentável. Reiterou também o compromisso de Angola com a proteção das bacias hidrográficas, a expansão do acesso à água potável e ao saneamento básico, bem como a implementação de medidas de adaptação às alterações climáticas.
Entre os patrimónios naturais de referência, mencionou o Rio Kwanza, fundamental para a produção de energia elétrica e abastecimento de populações, o Rio Cunene, símbolo de cooperação transfronteiriça, e as Cataratas de Kalandula, que evidenciam o valor ecológico e turístico da gestão sustentável da água.
Balbina da Silva concluiu manifestando confiança de que a IMEX Madrid 2026 abrirá novas vias de colaboração, fortalecerá relações económicas bilaterais e permitirá desenvolver projetos de impacto assentes na inovação, sustentabilidade e benefício mútuo.
Fonte: Jornal de Angola