No texto, os deputados denunciam a prisão arbitrária do presidente da Assembleia Nacional Popular guineense, Domingos Simões Pereira, bem como de membros da oposição — entre os quais Octávio Lopes, Roberto M’Besba e Marciano Indi — além de magistrados e representantes das Comissões Regionais de Eleições.
O parlamento português apelou à cessação da violência, à reposição da normalidade constitucional e à libertação imediata e incondicional de todos os detidos. Os deputados pediram ainda a divulgação dos resultados das eleições presidenciais realizadas a 23 de novembro.
O golpe, protagonizado pelos militares em vésperas do anúncio dos resultados eleitorais, levou à destituição do então presidente Umaro Sissoco Embaló e à suspensão do processo eleitoral. O Alto Comando Militar justificou a tomada de poder com a alegada iminência de uma guerra civil e marcou novas eleições gerais para 6 de dezembro.
A Guiné-Bissau foi entretanto suspensa de várias organizações internacionais, incluindo a União Africana, a CEDEAO e a CPLP, que transferiu a presidência rotativa para Timor-Leste.
Fonte: Agência Lusa.