A iniciativa, apresentada pelo Presidente Donald Trump, tem como objetivo incentivar famílias de baixos rendimentos a construir património desde cedo. O lançamento oficial contou com a presença do senador republicano Ted Cruz e da artista Nicki Minaj, num evento promovido pelo Departamento do Tesouro norte-americano.
Segundo os detalhes divulgados, o montante inicial será gerido por bancos e corretoras privadas, com taxas anuais limitadas a 0,10%. O acesso ao dinheiro só será permitido quando o titular atingir os 18 anos, e o uso estará restrito a fins específicos, como pagar estudos, abrir um negócio ou adquirir habitação.
O programa abrange apenas bebés nascidos entre 1 de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2028, período correspondente ao mandato de Trump. Além do apoio estatal, os pais poderão contribuir até 2.500 dólares por ano, com possibilidade de reforço por parte de empregadores, familiares, governos locais e entidades filantrópicas, até um limite anual de 5.000 dólares.
Grandes doações privadas também reforçam o projeto: os multimilionários Michael e Susan Dell anunciaram um apoio de 6,25 mil milhões de dólares, enquanto o investidor Ray Dalio e a sua esposa prometeram 75 milhões de dólares para crianças do estado de Connecticut. Empresas como Uber, MasterCard, BlackRock, Visa e Charles Schwab também participam na iniciativa.
Apesar da ambição do programa, críticos alertam que as “Contas Trump” podem acentuar desigualdades, já que famílias com maior capacidade de poupança serão as principais beneficiadas. Além disso, sublinham que o apoio não responde às necessidades imediatas das crianças em situação de pobreza, sobretudo face aos cortes em programas sociais como o Medicaid e a assistência alimentar.