Donald Trump assumiu o controle direto da segurança em Washington, amparado por uma lei de 1973 que permite essa ação em situações emergenciais. A medida, válida por 30 dias e sujeita à renovação, exige explicações ao Congresso em até 48 horas. Trump justificou a decisão com base na “insegurança provocada pela imigração descontrolada”, embora dados mostrem queda na criminalidade na capital.
A primeira ação foi a retirada de pessoas em situação de rua, afetando milhares de pobres e imigrantes. Paralelamente, o Congresso republicano aprovou um pacote tributário que favorece os mais ricos e corta benefícios sociais, o que pode agravar a desigualdade.
Trump também anunciou que pretende aplicar essa intervenção em outras cidades governadas por democratas, evidenciando uma estratégia de expansão do poder federal sobre administrações locais opositoras.
Entre os temas que Trump tenta manter fora dos holofotes estão o escândalo de pedofilia e abusos sexuais conhecido como “Ficheiro Epstein”, no qual seu nome aparece com destaque, e a grave situação econômica dos EUA: inflação em alta, desemprego preocupante e uma dívida pública que ultrapassa os 37 trilhões de dólares, crescendo em ritmo acelerado.
Apesar de os dados oficiais indicarem que Washington registrou em 2024 os menores índices de criminalidade em mais de 30 anos, Trump insiste que a cidade está dominada por gangues e violência, justificando assim medidas de força. Ele já sinalizou que pretende expandir esse tipo de intervenção para outras cidades governadas por democratas.
Crédito: Novo Jornal