A medida foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, em resposta a um pedido do Procurador-Geral da República, que alertou para movimentações suspeitas envolvendo o círculo próximo do ex-chefe de Estado. Moraes destacou, na decisão, que o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, encontra-se nos Estados Unidos, onde tem realizado ações de influência política junto à Casa Branca, o que pode indicar uma estratégia de evasão.
“As ações persistentes de Eduardo Bolsonaro no exterior sugerem risco concreto de fuga por parte de Jair Bolsonaro, especialmente devido à proximidade do julgamento”, apontou o magistrado.
O julgamento está marcado para terça-feira, envolvendo Bolsonaro e outros sete acusados, que respondem por crimes como tentativa de abolição do Estado democrático de direito, organização criminosa armada, dano qualificado e destruição de património protegido.
A decisão do STF inclui a intensificação da vigilância física e eletrónica, considerada “necessária e proporcional” diante do contexto judicial e político. O caso tem gerado forte repercussão nacional e internacional, sendo considerado um dos processos mais sensíveis da história recente do Brasil.